A Fiat aposta nas sete versões do Argo para retomar a liderança
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A Fiat aposta nas sete versões do Argo para retomar a liderança A Fiat aposta suas fichas no Argo. O novo hatch fabricado pela Fiat Chysler Automobiles tem a responsabilidade de acelerar as vendas da montadora e, quem sabe, recolocá-la na liderança de mercado perdida. Preocupada em construir um novo polo automobilístico no Nordeste brasileiro, mais precisamente na cidade de Goiana (PE), que sugou uma grande quantidade de recursos, a marca italiana se descuidou, por assim dizer, da sua linha de produtos da gigantesca planta de Betim (MG), onde ela produzia todos os seus modelos antes da nova unidade. Dessa maneira, o Argo tem como missão levantar a marca nos próximos meses.
Para se ter uma ideia da queda de vendas da marca, basta lembrar que no acumulado de emplacamentos do mercado brasileiro de janeiro a maio, de acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), o primeiro dos carros da marca entre os mais vendidos é o Fiat Mobi, que aparece em 9º lugar com 19.056 unidades, seguido pelo Uno, que ocupa a 13ª posição (15.782 emplacamentos). No segmento de comerciais leves a marca vai bem. O veterano Fiat Strada, com suas inúmeras configurações, é o mais vendido do país, com 20.003 emplacamentos, seguido pelo Fiat Toro (19.108 unidades). Este último veículo é produzido em Goiana, onde divide a linha de produção com os produtos da marca Jeep.

O Fiat Argo terá também que substituir, ao menos parcialmente, as vendas dos carros retirados de linha recentemente, como o Palio, Punto, Idea e Bravo, considerados ultrapassados pela própria montadora. Para produzir seu novo hatch a Fiat informa que melhorou seus padrões de construção e controle de qualidade na fábrica de Minas Gerais. E dá para perceber melhoras significativas no novo modelo.

O novo carro fabricado em Betim tem como foco os campeões de vendas Chevrolet Onix, líder do mercado brasileiro há dois anos, e o Hyundai HB20. Ele usa aços especiais e tem uma carroceria bastante reforçada e com isso explora um dos pontos fracos do carro da General Motors, reprovado recentemente em testes de impacto lateral promovidos pela Latin NCap. o caro tem uma nova plataforma e chama atenção, num primeiro momento seu acabamento e qualidade da manufatura. Compacto por fora, seu espaço interno e capacidade do porta-malas surpreendem.

O Argo chega ao mercado em sete configurações diferentes. São três motorizações e três tipos de transmissões diferentes. Começa com o motor Firefly 1.0l de três cilindros, que rende 72/77 cv de potência abastecido com gasolina ou etanol e com torque de 10,4, 10,9 kgfm, com transmissão manual; motor Firefly 1.3 l, de quatro cilindros (101/109 cv e torque de 13,7, 14,2 kgfm) com transmissão manual ou automatizada GSR; e motor EtorQ 1.8 flex (135/139 cv, torque de 18,8/19,3 kgfm disponível com câmbio manual de cinco velocidades e automática de seis.

O carro traz também equipamentos inéditos para o segmento, como controle eletrônico de estabilidade (ESC), sistema start&stop de série, controle de tração (TC) e Hill Holder, dispositivo que evita que o carro volte para trás durante alguns segundos nos arranques em aclives. No painel, o destaque fica para a central multimídia Uconnect de 7 polegadas com Apple CarPlay e Android Auto.

A parte frontal mostra um capô longo, com faróis invadindo a lateral com guias de LEDS e a grade lembra a do Mobi. Na traseira, as lanternas têm desenho com formato em \\\"C\\\" apontando para o centro do logotipo Fiat.


Feliz combinação de motores e câmbios

Segundo a Fiat, a escolha dos motores está alinhada à oferta de versões do novo Fiat Argo. De acordo com a montadora, quando o cliente procura modelos mais acessíveis, o consumo de combustível é um item de alta relevância. Por isso, Argo Drive com propulsores Firefly 1.0 e 1.3 são os mais indicados. Agora, quando o consumidor optar por um motor maior, fica claro que ele quer performance e ponto final. E o Argo 1.8 entrega, pois quando impulsionado pelo E.torQ Evo VIS 1.8, passa a oferecer melhor desempenho.

A família Firefly, tanto no 1.0 quanto no 1.3 litro, oferece um bom torque, dando agilidade às acelerações e retomadas de velocidade, sem a necessidade de espremer o pedal do acelerador a todo momento. A força do Firefly é fruto de uma combinação inteligente da adoção de duas válvulas por cilindro, da alta taxa de compressão e dos mínimos índices de atrito interno. Um motor altamente eficiente em termos de consumo e entrega de torque. Com cabeçote de duas válvulas por cilindro e comando de válvulas único no cabeçote com variador de fase, tanto o motor 1.0 de três cilindros quanto o 1.3 de quatro cilindros apresentam o menor consumo de energia interna para o acionamento do valvetrain, comparado a qualquer cabeçote de quatro válvulas. Além disso, oferecerem o melhor torque e o baixo consumo de combustível que, na prática, é o que todo mundo deseja. O Argo Drive 1.0 e 1.3 trazem nota A no Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular e também estão entre os mais fortes do segmento. Com 3 cilindros e 1.0 litro, Argo Drive tem 77 cv e 10,9 kgmf de torque com etanol. Quando 1.3, ele traz 4 cilindros, 109 cv e 14,2 kgmf de torque (etanol).

Quando o objetivo é desempenho, o Argo pode contar com o E.torQ Evo VIS. Com 139 cv a 5.750 rpm e torque máximo de 19,3 kgfm a 3.750 rpm (ambos com etanol), as versões Precision e HGT do Argo são as mais potentes e velozes do segmento. Sem perder a agilidade no trânsito, graças ao coletor de admissão variável, também chamado de VIS (sigla inglesa para Variable Intake System sistema de admissão variável), que garante mais força em baixos regimes de rotação. Na prática, são dois coletores em um só: até 4.000 giros, o ar que vai para os cilindros passa por um caminho mais longo, favorecendo o torque. Acima dessa rotação, uma aleta é acionada e faz o ar percorrer um trajeto mais curto, gerando mais potência. A versão esportiva HGT, por exemplo, pode levar o Argo aos 192 km/h de velocidade máxima, com uma aceleração de zero a 100 km/h em apenas 9,2 segundos.

Ampliando o leque de opções para o cliente, são três tipos de transmissão disponíveis: manual de cinco marchas, GSR Comfort por botões (também com cinco velocidades) e automática de seis marchas. Comum a todos os tipos, o escalonamento preciso extrai a maior potência e maior torque nas mais variadas rotações. Todas também contam com a última marcha na função Overdrive, que prioriza a diminuição de consumo e ruído.

Pela primeira vez, um carro de passeio compacto da Fiat produzido no Brasil vem equipado com caixa automática de seis marchas a mesma do Fiat Toro. Essa transmissão faz um casamento muito equilibrado com o propulsor E.torQ 1.8 Evo VIS de 139 cv, proporcionando trocas quase imperceptíveis e reduzindo a rotação em velocidade de cruzeiro. (Da Redação, com informações da Fiat)

fonte: https://goo.gl/WihPWh


Publicado em: 30/06/2017

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